Suplementos alimentares

mitos e verdades

Autores

  • Ana Cláudia Baylão Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Ana Luiza do Paço Baylão Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Bárbara Ferreira Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Guilherme Furtado Cunha Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Natalia Simões Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Thaiane Freitas Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Carlos Alberto Lacerda Pinto Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Miguel de Lemos Neto Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.

Palavras-chave:

Suplementos, medicina

Resumo

Introdução: Na sociedade contemporânea, o culto ao corpo, a busca da saúde perfeita e controle do envelhecimento tornaram-se elementos culturais, ditando padrões de beleza e comportamento, como a prática esportiva, com buscas de resultados estéticos e consumo de substâncias que auxiliem nesse processo. (IRIART; CHAVES; ORLEANS, 2009). A suplementação nutricional consiste na ingesta de um nutriente, no momento exato, com objetivos definidos. (SILVEIRA; LISBOA; SOUZA, 2011.) Os suplementos podem ser vitaminas, minerais, ervas, aminoácidos, metabólicos, constituintes, extratos ou combinações dessas substâncias. (ANDRADE et. al., 2012). Objetivos: Explorar o tema através da análise de entrevista direta realizada com o Dr. Hélio Ventura, especialista em Medicina do Exercício e Medicina Ortomolecular, destacando também o que há de mais recente na literatura, no que se refere à suplementação dietética. Método: Análise de entrevista direta com metabologista Dr. Hélio Ventura, embasada em artigos recentes encontrados nas bases de dados Scielo e BVS. Resultados: Segundo o Dr. Hélio Ventura, a suplementação é uma forma de otimizar as quantidades ou a velocidade de absorção de alguns nutrientes. Então, é sempre interessante, desde que bem planejada, para a performance, recuperação ou colocar o atleta numa composição corporal adequada à atividade a qual ele se propõe. Para as pessoas que não praticam esporte, pode ser utilizada, mas sempre com algum objetivo, como emagrecer ou suprir algum nutriente, por exemplo, podendo-se indicar em casos específicos, quando queremos um determinado resultado. O metabologista enfatiza que há critérios para se estabelecer a relação idade mínima/máxima X suplementação, como, por exemplo, uma criança com anemia que deve ingerir composto de ferro, o que é, tecnicamente, uma suplementação. Da mesma forma, há critérios para suplementação, dependendo do sexo, do esporte praticado, da composição corporal, entre outros. Outro cuidado a ser tomado é em relação aos exames complementares antes da prescrição da suplementação. Normalmente, solicita-se hemograma, provas de função renal e hepática, ureia e creatinina; status lipídico, colesterol, lipídios, apoproteína também são sempre avaliados. Pode-se solicitar avaliação de alguns hormônios, dependendo do atleta e da idade, hormônios sexuais e da tireoide. Exames ortomoleculares para avaliação do status mineral normalmente são secundários, são mais um tipo de exame, não a base do tratamento. Ressalta-se, também, que, infelizmente, o custo da suplementação é um dos fatores limitantes do tratamento, entretanto, dependendo do objetivo, isso não é impeditivo para a maioria das pessoas. Vale registrar, também, que alguns suplementos podem causar efeitos colaterais. Segundo o Dr. Hélio Ventura, por questões filosóficas e de marketing, não se deve usar substâncias proibidas, como os anabolizantes, pois podem causar várias complicações. Conclusão: Atualmente, o uso de suplementos está difundido no Brasil, sendo consumidos, em muitos casos, sem orientação profissional adequada. Desse modo, cresce a necessidade de difundir o conhecimento científico acerca das principais indicações, efeitos desejados e adversos e a importância da busca da orientação profissional no uso desses produtos.

Referências

ANDRADE, L. A. et al. Consumo de suplementos alimentares por clientes de uma clínica de nutrição esportiva de São Paulo. R. bras. Ci. e Mov, v. 20, n. 3, p. 27-36, 2012.

IRIART, J. A. B.; CHAVES, J. C.; ORLEANS, R. G. Culto ao corpo e uso de anabolizantes entre praticantes de musculação. Cad. Saúde Pública. Rio de Janeiro, v. 25, n. 4, p. 773-782, 2009.

SILVEIRA, D. F.; LISBOA, S. D.; SOUZA, S. Q. O consumo de suplementos alimentares em academias de ginástica na cidade de Brasília-DF. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva. São Paulo, v. 5, n. 25, p. 5-13, 2011.

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Publicado

15-05-2015

Como Citar

Baylão, A. C., do Paço Baylão, A. L., Ferreira, B., Furtado Cunha, G., Simões, N., Freitas, T., Lacerda Pinto, C. A., & de Lemos Neto, M. (2015). Suplementos alimentares: mitos e verdades. Congresso Médico Acadêmico UniFOA. Recuperado de https://conferencias.unifoa.edu.br/congresso-medvr/article/view/736

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