Reconhecimento facial e segurança pública

desafios regulatórios no Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47385/simpdir.2025.2240

Palavras-chave:

Reconhecimento facial, Privacidade, Regulamentação.

Resumo

A utilização de tecnologias de reconhecimento facial para segurança pública cresce rapidamente no Brasil, especialmente em capitais, grandes eventos e áreas urbanas monitoradas. Esse fenômeno acompanha uma tendência global de coleta e processamento massivo de dados. Apesar dos benefícios, o uso dessa tecnologia envolve dados biométricos, classificados como dados sensíveis pela Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018), exigindo, para tais informações, salvaguardas rigorosas por envolver aspectos centrais da personalidade, dignidade humana e autodeterminação informativa. O principal desafio é a ausência de um marco regulatório específico capaz de orientar, limitar e fiscalizar a aplicação do reconhecimento facial pelo poder público brasileiro. Sem parâmetros claros, há risco de violações a direitos fundamentais, como privacidade, liberdade de locomoção e não discriminação. Portanto, uma regulamentação adequada é essencial para legitimar e potencializar os benefícios da tecnologia, assegurando proporcionalidade, transparência e mecanismos efetivos de responsabilização.

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Publicado

19-08-2026

Como Citar

Ladeira Resende Araújo, L., & Landim, L. (2026). Reconhecimento facial e segurança pública: desafios regulatórios no Brasil. Simpósio De Pesquisa Em Direito. https://doi.org/10.47385/simpdir.2025.2240