Investigação Preliminar da Fauna de Flebotomíneos e Seu Potencial Vetorial em Ambientes Urbanos de Volta Redonda

Autores

Palavras-chave:

Lutzomyia longipalpis, Flebotomíneos, Leishmaniose

Resumo

A leishmaniose é uma doença causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida a humanos e outros animais pela picada de fêmeas de flebotomíneos infectadas. A leishmaniose pode se manifestar de diferentes maneiras, incluindo a forma cutânea e a forma visceral, e é considerada uma doença tropical que representa um problema significativo de saúde pública em muitas partes do mundo, incluindo o Brasil. A diversidade de vetores torna complexa a epidemiologia das leishmanioses, são muitos os parasitos e hospedeiros envolvidos nos ciclos de transmissão. No Estado do Rio de Janeiro há casos relatados de leishmaniose visceral causada por Leishmania infantum, transmitida por Lutzomyia longipalpis. Utilizando armadilhas do tipo CDC, foram realizadas coletas no município de Volta Redonda com o objetivo de investigar a presença de espécies vetoras. Nossos resultados, embora preliminares, evidenciam a presença do principal vetor – Lu. longipalpis. A presença desse inseto no município têm uma relevância para saúde pública, uma vez que o combate ao vetor é a principal medida de segurança para evitar a doença. Por fim, com a continuidade do estudo, espera-se que outras espécies de flebotomineos, também com capacidade vetorial, em ambientes urbanos e periurbanos, possam ser encontradas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BARATA, R. A.; et al Aspectos da ecologia e do comportamento de flebotomíneos em área endêmica de leishmaniose visceral, Minas Gerais. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 38(5):421-425, set-out, 2005.

CARVALHO, G. M. L. et al. Distribuição geográfica do complexo cortelezzii (Diptera: Psychodidae: Phlebotominae) no Brasil. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1519-566X2009000600026&script=sci_arttext&tlng=es> acesso em 14 de outubro de 2019.

Galati EAB. Apostila de Bioecologia e Identificação de Phlebotominae (Diptera, Psychodidae). Departamento de Epidemiologia, Faculdade de Saúde Pública da USP, São Paulo, Brasil, 2018, 127 pp.

GÁLVEZ, R.; MONTOYA, A.; FONTAL, F.; MARTÍNEZ DE MURGUÍA, L.; MIRÓ, G. Controlling phlebotomine sand flies to prevent canine Leishmania infantum infection: A case of knowing your Enemy. Research in Veterinary Science 121 (2018) 94–103.

MONTEIRO, É. M.; et al Leishmaniose visceral: estudo de flebotomíneos e infecção canina em Montes Claros, Minas Gerais. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 38(2):147-152, mar-abr, 2005.

Odorizzi, RMFN; Galati, EAB. Sand flies in the Aguapeí river floodplain, northwest area of State of São Paulo, Brazil. Rev Saude Publica. 2007 Aug;41(4):645-52.

Organização Mundial de Saúde. Leishmaniasis. Disponível em <https://www.who.int/en/news-room/fact-sheets/detail/leishmaniasis> acesso em 14 de outubro de 2019.

PIMENTEL, M. I. F. et al Cenário epidemiológico: Leishmanioses em humanos no estado do RJ. Boletim epidemiológico leishmanioses nº 001/2019. Rio de Janeiro: Gerência de Doenças Transmitidas por Vetores e Zoonoses, 2019

RANGEL, E.; LAINSON, R. Flebotomíneos do Brasil. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2003.

VILELA, M.; MENDONÇA, S. Leishmaniose. Disponível em <https://agencia.fiocruz.br/leishmaniose> acesso em 20 de setembro de 2019.

Downloads

Publicado

20-12-2023

Como Citar

Gesiael Alves, Dimitri Ramos Alves, Rodrigo Rocha Barbosa, Andressa Alencastre Fuzari Rodrigues, Niachi Carolyne Queiroz da Costa, & Paulo Roberto de Amoretty. (2023). Investigação Preliminar da Fauna de Flebotomíneos e Seu Potencial Vetorial em Ambientes Urbanos de Volta Redonda. Congresso Brasileiro De Ciências E Saberes Multidisciplinares, (2). Recuperado de https://conferencias.unifoa.edu.br/tc/article/view/1051

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)