Tratamento do Melasma

Autores

  • Amanda Moreira Pimentel Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Carolina Seabra Pacheco Gabrielli Alcântara Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Juliana Oliveira da Silveira Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Maria Inês Pimentel Professora e médica do Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.

Palavras-chave:

pigmentação da pele, transtornos da pigmentação, melasma, tratamento do melasma

Resumo

Introdução: Melasma é uma hipermelanose comum, adquirida, simétrica, caracterizada por máculas acastanhadas, mais ou menos escuras, de contornos irregulares, porém geralmente de limites nítidos, nas áreas fotoexpostas, especialmente, face (fronte, têmporas, regiões malares e, mais raramente, no nariz, pálpebras, mento) e membros superiores1,2. É consenso na literatura que o melasma é uma doença dermatológica facilmente diagnosticada ao exame clínico, porém, apresenta uma cronicidade característica, com recidivas frequentes, grande refratariedade aos tratamentos existentes e ainda muitos aspectos fisiopatológicos desconhecidos, o que torna o tema de grande importância para a investigação científica. Objetivos: Fazer uma revisão da literatura recente visando o tratamento do melasma. Sendo assim, pretende-se contribuir para o entendimento da terapia do melasma em seus aspectos mais atuais. Metodologia: Pesquisa exploratória com revisão bibliográfica da literatura recente sobre o tema. Baseou-se em consulta das publicações nos bancos de dados LILACS (Literatura latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde), SCIELO (Scientific Electronic Library on line), MEDLINE e PubMed. Foram selecionados 30, dos 81 artigos acessados. O critério adotado para a seleção foi o foco no tratamento do melasma, utilizando como critério de exclusão a falta de qualidade metodológica dos mesmos. As publicações selecionadas foram submetidas à análise de conteúdo e categorização temática. Discussão: O diagnóstico pode ser feito através do exame dermatológico, mas podem ser utilizados exames complementares como histopatologia e imunohistoquímica, morfometria, estereologia, fotografia digital, luz de Wood, biometria, microscopia confocal e profilometria óptica3,4 . Existem três padrões de distribuição das lesões no exame clínico: centro-facial (63%), malar (21%) e mandibular (16%). O exame pela luz de Wood permite a classificação do melasma em quatro tipos: epidérmico, dérmico, misto e inaparente5. O melasma é de difícil tratamento, que inclui agentes hipopigmentantes, peelings químicos, laser e uso de protetor solar. Devido à fisiopatogenia pouco conhecida do melasma, há muitas pesquisas sobre novos princípios ativos para seu tratamento, como o ácido ascórbico, a hidroquinona e o extrato de uva-ursi, e também análises da eficácia dos já utilizados nas diferentes formulações6. Conclusão: Essa revisão bibliográfica teve como finalidade levantar os principais aspectos clínicos relacionados ao melasma e relatar estratégias de tratamento para a doença. Considerando tudo o que foi abordado e desenvolvido ao longo do estudo, percebese com nitidez que embora o melasma seja diagnosticado com facilidade, tem recidivas frequentes e grande refratariedade aos tratamentos.

Referências

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Publicado

04-10-2014

Como Citar

Moreira Pimentel, A., Seabra Pacheco Gabrielli Alcântara, C., Oliveira da Silveira, J., & Pimentel, M. I. (2014). Tratamento do Melasma. Congresso Médico Acadêmico UniFOA. Recuperado de https://conferencias.unifoa.edu.br/congresso-medvr/article/view/839

Edição

Seção

Resumos simples

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