Toxoplasmose Congênita

Autores

  • Priscila Priscila Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Maria Eduarda Alves Pio Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Christine Justo da Costa Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Amanda Pratti Ferreira Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.

Palavras-chave:

Toxoplasmose congênita, complicações, placenta

Resumo

Introdução: A toxoplasmose é uma zoonose cujo agente etiológico é o Toxoplasma gondii, sendo que há em seu ciclo de vida complexo dois hospedei ros (o gato, como hospedeiro definitivo, e o homem, mamíferos e aves, como hospedeiros intermediários). A transmissão pode ocorrer de diversas formas, ocorrendo por ingestão de oocistos encontrados no solo, fezes, latas de lixo e nos alimentos contaminados; cistos teciduais encontrados nas carnes cruas e mal cozidas de por carneiro e bovinos, e por via transplacentária, ocorrendo em 40% dos fetos de mães que adquiriram a infeccção durante a gravidez (FILHO, 2005 e MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2005). Estudo indica que 90% das mães que apresentaram infecção aguda durante a gravidez são assintomáticas. (CANTOS, 2000). Nas crianças, a toxoplasmose pode passar despercebida no momento do nascimento, porém poderá se manifestar meses ou até anos depois, sendo as mais freqüentes retinocoroidite e alterações neurológicas. (SPALDING et.al., 2003). Um dos aspectos mais graves da doença está nas lesões e sequelas oculares resultantes da retinocoroidite que pode se desenvolver em até 80% das crianças infectadas e não tratadas. Além disso, o parasita pode ficar latente por anos e ocasionar lesões oculares em qualquer época da vida dos indivíduos contaminados (SOARES, 2011). A toxoplasmose congênita ou suas sequelas podem ser evitadas pela prevenção primária (informações às gestantes suscetíveis sobre as fontes de infecção) e pela triagem sorológica prénatal (identificação da toxoplasmose gestacional e posterior tratamento antimicrobiano para prevenir ou limitar a transmissão transplacentária e diagnóstico e tratamento fetal). (MORI, 2011). Este trabalho tem como objetivo revisar as conseqüências da toxoplasmose congênita na criança, evidenciando alterações oculares e neurológicas, bem como as formas de prevenção, uma vez que é uma protozoose preocupante por possuir ampla distribuição geográfica e por resultar em infecções fetais graves. Metodologia: Para o presente trabalho serão feitas revisões de literatura de artigos do Scielo, do Pubmed e da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) dos últimos 20 anos com as palavras chave: toxoplasmose congênita, lesões oculares na toxoplasmose, lesões neurológicas na toxoplasmose. Pretende-se transformar o presente trabalho em um trabalho abranjante com a aplicação de um questionário para as mulheres grávidas a respeito das informações que possuem a respeito da doença. Relevância: A infecção causada pelo Toxoplasma gondii adquirida durante a gestação é de importância nas circunstâncias em que vivem a população, uma vez que é pode resultar em infecção fetal com graves seqüelas para a criança e está presente em amplo território.Desta forma, deve ser realizado o diagnóstico precoce através do exame do pré-natal e com adequado tratamento em caso positivo. E as gestantes suscetíveis acompanhadas com testes sorológicos ao longo da gestação e orientadas sobre as situações de risco da toxoplasmose congênta. Com o presente trabalho pretende-se saber se as mulheres grávidas sabem da existência da toxoplasmose congênita, a importância da realização do pré-natal e as conseqüências que podem ocorrer na criança. A idéia ao executar este trabalho é o da medicina centrada na pessoa, uma tendência de saúde pública.

Referências

BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Doenças infecciosas e parasitárias: guia de bolso. 6. ed. rev. Brasília: 2005, 320 p.

CANTOS, G. A. et.al. ;.Toxoplasmose: ocorrência de anticorpos antitoxoplasma gondii e diagnóstico. Revista da Associação Médica Brasileira, v. 46, n. 4, p. 335-41, 2000.

CASTRO, F. C. et. al. Comparação de métodos para diagnóstico da toxoplasmose congênita. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. v. 23, n. 5, 2001.

LOPES-MORI, F. M. R. et al. Programas de controle da toxoplasmose congênita. Revista da Associação Mádica Brasileira. v. 57, n. 5, p. 594-99, 2011.

SOARES, J. A. S. et. al. Achados oculares em crianças com toxoplasmose congênita. Revista Brasileira de Oftamologia. v. 74, n. 5, p. 255-7, 2011.

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Publicado

04-10-2014

Como Citar

Priscila, P., Alves Pio, M. E., Justo da Costa, C., & Pratti Ferreira, A. (2014). Toxoplasmose Congênita. Congresso Médico Acadêmico UniFOA. Recuperado de https://conferencias.unifoa.edu.br/congresso-medvr/article/view/837

Edição

Seção

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