Indicações de Fundoplicatura na Doença do Refluxo Gastroesofágico

Autores

  • Fabio Fruet Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Laís Maria Pinheiro de Faria Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Letícia Tondato da Silva Costa Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.

Palavras-chave:

DRGE, Indicações, Fundoplicatura, Tratamento Cirúrgico

Resumo

Introdução A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é hoje uma patologia frequente e sua incidência tem se elevado nos últimos anos. Ela diminui a qualidade de vida do paciente causando inúmeros transtornos. Objetivos Este trabalho tem como objetivo fazer uma revisão da literatura sobre a doença do refluxo gastroesofágico e em especial o quando indicar a sua terapêutica cirúrgica. Discussão Os sintomas clássicos da DRGE são a pirose e a regurgitação, intitulados de sintomas típicos. A pirose consiste na sensação de queimação retrosternal que se irradia do osso esterno à base do pescoço. A regurgitação significa o retorno do conteúdo ácido ou alimentos para a cavidade oral. Ocorrem geralmente no período pós-prandial, principalmente após grandes refeições ou ingestão de alimentos picantes, cítricos, gorduras, chocolate e álcool. O decúbito dorsal e a posição inclinada para frente podem aumentar a pirose. Por outro lado, também existem as manifestações atípicas como os sintomas respiratórios, otorrinolaringológicos e a dor torácica. Sua etiopatogenia decorre da ineficiência da barreira antirrefluxo, da depuração esofágica do ácido, da resistência dos tecidos e da hérnia de hiato, e seu diagnóstico é clínico, mas confirmado principalmente por meio de endoscopia digestiva, manometria e pHmetria. A hérnia de hiato praticamente acaba com a pressão do EIE que ocorre durante o esforço e aumenta o relaxamento transitório do esfíncter durante a distensão gástrica, a promoção do refluxo ácido e, principalmente, à redução da depuração esofágica observadas, sobretudo em hérnias volumosas e não redutíveis. Sua terapêutica inicial é clínica, com prescrição de antiácidos, pró-cinéticos (metoclopramida, domperidona, bromoprida, baclofeno), inibidores H2 (cimetidina, ranitidina, famotidina e nizatidina) e IBPs (omeprazol, lansoprazol, rabeprazol, pantoprazol e esomeprazol), mas as indicações do seu tratamento cirúrgico vêm aumentando a partir do uso da laparoscopia e do aumento das experiências nos serviços especializados e dos cirurgiões. A DRGE tem complicações como estenoses, úlceras e esôfago de Barrett e são principalmente nessas complicações que estão às indicações do tratamento cirúrgico, pois são frequentemente acompanhadas de hérnias de hiato e hipotonia do esfíncter inferior do esôfago. O tratamento cirúrgico na DRGE consiste no reposicionamento do esôfago na cavidade abdominal associado a hiatoplastia e a fundoplicatura, sendo a técnica de Nissen, por via laparoscópica, a mais comumente utilizada. Conclusão: A obtenção de bons resultados no tratamento cirúrgico da DRGE depende de indicação criteriosa com adequada seleção de pacientes através de exames específicos bem indicados e realizados além da técnica cirúrgica a ser adotada, estando mais reservada a casos com alterações anatômicas maiores, intolerância a medicação, escolha do paciente que é um bom respondedor ao tratamento com IBP e que prefere a cirurgia e naqueles que apresentam complicações da doença como estenoses, úlceras ou esôfago de Barrett, além de pacientes com sintomas extraesofágicos bem documentados.

Referências

CORSI, P. R. et al. Factors related to the presence of reflux in patients with typical symptoms of gastroesophageal reflux disease (GERD). Rev. Assoc. Med. Bras., São Paulo, v. 53, n. 2, Apr. 2007.

GREENBERGER, Norton J. et al. Current Diagnóstico e Tratamento. 2ª ed. Di Livros, 2013.

MORAES FILHO, Joaquim Prado; HASHIMOTO, Cláudio Lyoiti. I Consenso Brasileiro da Doença do Refluxo Gastroesofágico, cap 2, p 49.

SLEISENGER & FORDTRAN, Tratado Gastrointestinal e Doenças do Fígado, 9ª edição, v.1, cap. 43 – Doença do Refluxo Gastroesofágico, Rio de Janeiro. Elsevier, 2013.

Downloads

Publicado

04-10-2014

Como Citar

Fruet, F., Pinheiro de Faria, L. M., & Tondato da Silva Costa, L. (2014). Indicações de Fundoplicatura na Doença do Refluxo Gastroesofágico. Congresso Médico Acadêmico UniFOA. Recuperado de https://conferencias.unifoa.edu.br/congresso-medvr/article/view/779

Edição

Seção

Resumos simples

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)