Fibrilação atrial por doença reumática e formação de trombo em átrio esquerdo

Autores

  • Tchandra Andrade Gomide Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Amanda Moreira Pimentel Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Fernanda Teodora de Souza Abrantes Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Henrique Rivoli Rossi Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Marcelle de Novaes Tavares Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Natália Canêdo Almeida Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Janine Capobiango Martins Médica Residente em Clínica Médica - Santa Casa de Misericórdia de Barra Mansa.
  • Nathália Monerat Pinto Blazuti Barreto Médica residente em Clínica Médica em Santa Casa de Misericórdia de Barra Mansa.
  • Tiago Araújo Gomes Maciel Médico Residente em Clínica Médica - Santa Casa de Misericórdia de Barra Mansa.

Palavras-chave:

fibrilação atrial, valvopatia reumática, trombo

Resumo

Introdução: A fibrilação atrial é uma arritmia supraventricular em que ocorre a completa desorganização elétrica atrial, fazendo com que o átrio perca sua capacidade de contração. É a taquiarritimia cardíaca mais comum na prática clínica encontrada, com prevalência de 1-2% da população em geral e aumentando com o avanço da idade. Esta associada frequentemente a doenças estruturais cardíacas, sendo principalmente doença hipertensiva e doença reumática.1,4 O diagnóstico é feito pelo Eletrocardiograma (ECG) e abordagem do paciente depende da apresentação clínica, sintomatologia, duração e risco de eventos tromboembólicos. Como favorece formação de trombo é recomendado a utilização de antiplaquetários e anticoagulantes, como também betabloqueadores para o controle de freqüência cardíaca.2,3 Objetivo: Relatar o caso clínico de achado de fibrilação atrial com sério comprometimento valvar e trombo em câmara cardíaca esquerda, num paciente assintomático, acompanhando sua evolução e tratamento. Relato de caso: J B C, 63 anos, casado, aposentado, morador do município de Barra Mansa procurou atendimento ao pronto socorro de hospital com queixa de dispneia, tosse produtiva, febre não aferida. Relatou ter procurando atendimento anterior e estava há 5 dias em uso de Levofloxacina, sem melhora aparente do quadro. Negava diabetes mellitus e relatava hipertensão arterial sistêmica sem tratamento. Ex tabagista e etilista crônico há 17 anos. Ao exame físico apresentava ritmo cardíaco irregular e bulhas hiperfonéticas, ausculta pulmonar de com murmúrio vesicular universalmente audível e abolido em base direita, abdomem sem alterações. Diagnosticado derrame pleural e internação do paciente, tratado com Amoxicilina e Clavulanato. Em ECG observou freqüência cardíaca aumentada de 105 bpm, ausência de onda P, irregularidade entre intervalo RR e estreitamento QRS, fechando o diagnóstico de fibrilação atrial. Ecocardiograma demonstrou aumento de átrio esquerdo em 47mm e imagem sugestiva de trombo em seu interior, dupla lesão mitral reumática com estenose grave e insuficiência leve e insuficiência aórtica reumática leve. A tomografia computadorizada demonstrou derrame pleural bilateral, maior a direita, determinando atelectasia compressiva do parênquima pulmonar adjacente, aumento de volume com falha de enchimento extensa na parede superior do átrio esquerdo, que se estende até auriculeta, sugerindo trombo no seu interior, notando-se ainda calcificação grosseira da valva mitral e leves calcificações na valva aórtica. Foi prescrito Varfarina o que levou a sangramento gástrico e suspensão do medicamento. Solicitado parecer do cirurgião cardíaco e indicado cirurgia cardíaca para trocar de valvas. Prescrito Omeprazol em dose plena, vitamina K, diurético e antihipertensivo. No momento está aguardando realização de exames pré-operatórios para cirurgia cardíaca. Conclusão: O relato de caso descreve paciente que apesar de apresentar-se com queixas respiratórias foi encontrado patologia cardíaca grave, decorrente de uma valvopatia reumática desconhecida levando a fibrilação atrial e formação de trombo, resultando um quadro grave, pela incapacidade de uso da medicação correta pelo etilismo crônico do paciente.

Referências

Filho, Correa Harry e cols. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes Brasileiras de Cardiologia, Pocket Book. 5º edicação, 2011-2013.

MARQUES, Edna et al. Anticoagulação oral em pacientes com fibrilação atrial: das diretrizes à prática clínica. Rev Assoc Med Bras, v. 56, n. 1, p. 56-61, 2010.

SAAD, EDUARDO B. et al. Tratamento da fibrilação atrial. Tratamento da fibrilação atrial, p. 7, 2012.

Zimerman, Li, e cols. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes Brasileiras de Fibrilação Atrial. Arq. Bras. Cardial 2009, 92: 1-39.

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Publicado

04-10-2014

Como Citar

Andrade Gomide, T., Moreira Pimentel, A., Teodora de Souza Abrantes, F., Rivoli Rossi, H., de Novaes Tavares, M., Canêdo Almeida, N., Capobiango Martins, J., Monerat Pinto Blazuti Barreto, N., & Araújo Gomes Maciel, T. (2014). Fibrilação atrial por doença reumática e formação de trombo em átrio esquerdo. Congresso Médico Acadêmico UniFOA. Recuperado de https://conferencias.unifoa.edu.br/congresso-medvr/article/view/776

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