Diabetes Mellitus Tipo II descompensada associada à Erisipela Bolhosa Bilateral de membros inferiores

Autores

  • Natalia Canêdo Almeida Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Tchandra Andrade Gomide Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Fernada Teodora de Souza Abrantes Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Amanda Moreira Pimentel Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Marcelle de Novaes Tavares Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Henrique Rivoli Rossi Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Janine Capobiango Martins Médica residente em Clínica Médica em Santa Casa de Misericórdia de Barra Mansa.
  • Nathália Monerat Pinto Blazuti Barreto Médica residente em Clínica Médica em Santa Casa de Misericórdia de Barra Mansa.

Palavras-chave:

erisipela bolhosa, diabetes mellitus, imunossupressão

Resumo

Introdução: Erisipela é uma infecção cutânea causada geralmente pela bactéria Streptcoccus pyogenes do grupo A, mas pode também ser causada por Haemophilus influenzae tipo B, que penetram através de um pequeno ferimento (picada de inseto, frieiras, micoses de unha, etc.) na pele ou na mucosa, disseminam-se pelos vasos linfáticos e podem atingir o tecido subcutâneo e o gorduroso. Na maioria dos casos, a lesão tem limites bem definidos e aparece mais nos membros inferiores. Embora menos frequente, ela pode localizar-se também na face e está associada à dermatite seborreica¹. O seu diagnóstico é essencialmente clínico e baseia-se na presença de placa inflamatória associada a febre, linfangite, adenopatia e leucocitose. Os exames bacteriológicos têm baixa sensibilidade ou positividade tardia. Nos casos atípicos é importante o diagnóstico diferencial com a fasceíte necrosante e a trombose venosa profunda¹. Constituem grupo de risco para a infecção pessoas com excesso de peso, portadoras de diabetes não compensado, de insuficiência venosa nos membros inferiores, as cardiopatas e nefropatas com inchaço nas pernas, as imunossuprimidas ou com doenças crônicas debilitantes. Sendo a erisipela bolhosa um tipo mais grave de erisipela em que as feridas na pele são mais profundas e apresentam bolhas com líquido transparente, amarelo ou marrom³. A erisipela tem cura que pode ser alcançada entre 7 a 30 dias com o tratamento, no entanto, ela pode surgir novamente de novo se o tratamento não for feito de forma adequada. É importante a redução do edema, fazendo repouso absoluto com pernas elevadas, e pode ser necessário enfaixar a perna para diminuir o edema mais rapidamente. Em caso de erisipela de repetição, é aconselhado o tratamento com Penicilina G benzatina a cada 21 dias, como forma de prevenção de novos quadros da doença². É uma patologia frequente na prática clínica, com uma incidência estimada de 10 a 100 casos por 100.000 habitantes/ano. Algumas publicações sugerem um aumento de incidência nas últimas décadas. O sexo feminino é o mais atingido e afeta, sobretudo os adultos entre os 40 e 60 anos3-5². Objetivo: Relatar um caso clínico sobre erisipela bolhosa admitida em um hospital de unidade terciária. Relato de Experiência: D.S.C, masculino, 61 anos, procurou o pronto socorro de hospital de nível terciário com queixa de “perna inchada”. Na anamnese paciente relatou que há cerca de 48 horas iniciou o quadro de edema, prurido intenso, bolhas, eritema em membros inferiores bilateralmente de piora progressiva. Relatava ser portador de gota, artrose e alterações de glicemia sem tratamento prévio. Ao exame físico: corado, hidratado. Aparelho cardiovascular, respiratório e digestório sem alterações. Apresentava importante edema bilateral em membros inferiores, associado à linfedema,sinais flogísticos e bolhas com drenagem de secreção seropurulenta. O diagnóstico clínico foi erisipela bolhosa, sendo realizada internação devido a níveis glicêmicos elevados e gravidade do quadro cutâneo para iniciar uma antibioticoterapia venosa com oxacilina e compensação da diabetes mellitus. A antibioticoterapia foi realizada por sete dias com melhora clínica considerável, importante regressão do edema e sinais flogísticos. Recebendo alta hospitalar apenas com hipoglicemiante oral e medicações de uso contínuo prévio. Conclusão: Erisipela é uma doença frequente e que tem aumentado nos últimos anos, e que se não tratada corretamente pode causar serias complicações como gangrena e abscesso e o rápido diagnóstico e tratamento diminui a chance de tais eventos. É de extrema importância ainda, controlar a diabetes, já que é um dos fatores de risco.

Referências

CAETANO, Mónica; AMORIM, Isabel. Erisipela. Serviço de Dermatovenereologia. Hospital Geral de Santo António, S. A., Porto. Acta Med Port 2005; 18: 385-394.

SOUZA, Cacilda da Silva. Infecções de tecidos moles - Erisipela. Celulite. Síndromes infecciosas mediadas por toxinas. Medicina, Ribeirão Preto, 36: 351-356,abr./dez.2003.

OKAJIMA, Renata Mie Oyama; FREITAS, Thaís Helena Proença; ZAITZ, Clarisse. Estudo clínico de 35 pacientes com diagnóstico de erisipela internados no Hospital Central da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. An bras Dermatol, Rio de Janeiro, 79(3):295-303, maio/jun. 2004.

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Publicado

04-10-2014

Como Citar

Canêdo Almeida, N., Andrade Gomide, T., Teodora de Souza Abrantes, F., Moreira Pimentel, A., de Novaes Tavares, M., Rivoli Rossi, H., Capobiango Martins, J., & Monerat Pinto Blazuti Barreto, N. (2014). Diabetes Mellitus Tipo II descompensada associada à Erisipela Bolhosa Bilateral de membros inferiores. Congresso Médico Acadêmico UniFOA. Recuperado de https://conferencias.unifoa.edu.br/congresso-medvr/article/view/765

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