Apendagite epiplóica no diagnóstico difrencial de dor abdominal

Autores

  • Amanda Moreira Pimentel Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Tchandra Andrade Gomide Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Fernanda Teodora de Souza Abrantes Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Marcelle de Novaes Tavares Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Natália Canêdo Almeida Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Henrique Rivoli Rossi Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.
  • Janine Capobiango Martins Médica Residente de Clínica Médica em Santa Casa de Misericórdia de Barra Mansa.
  • Nathália Monerat Pinto Blazuti Barreto Centro Universitário de Volta Redonda, Volta Redonda, RJ - UniFOA.

Palavras-chave:

apendagite epiplóica, apendicite epiplóica, epiploitite hemorrágica, epiplopericolite

Resumo

Introdução: A apendagite epiplóica (AE) é uma doença inflamatória abdominal incomum, benigna e auto-limitada1,2. Resulta da torção, isquemia e inflamação espontânea de um apêndice epiplóico2,3. Atinge indivíduos entre a segunda e quinta décadas de vida, com incidência parecida entre homens e mulheres2. A apresentação clínica mais frequente é dor abdominal aguda localizada principalmente em quadrante inferior esquerdo (QIE), em paciente com bom estado geral e afebril. Todavia, pode simular quadro de abdome agudo, levando ao diagnóstico incorreto de apendicite ou de diverticulite aguda1. O diagnóstico é obtido por meio da tomografia computadorizada (TC) de abdome. A resolução completa do quadro clínico se dá com tratamento conservador e ambulatorial1,2,3. Consiste na administração de analgésicos e anti-inflamatórios, com a melhora completa dos sintomas em torno de 3 a 14 dias3. Objetivos: Apresentar um caso de uma paciente atendida em unidade terciária de saúde que apresentou AE e fazer uma breve análise de artigos publicados em periódicos científicos indexados que tratem da afecção inflamatória, visando melhor conhecimento sobre este relevante tema. Relato de Experiência: T.P.F, 50 anos, sexo feminino, tabagista, moradora do interior do Rio de Janeiro, procurou o pronto socorro de hospital terciário, no dia 23 de maio de 2014, com queixa de dor em fossa ilíaca esquerda (FIE) há, aproximadamente, 2 dias. No exame físico, a paciente estava corada, hidratada, anictérica e acianótica. Aparelho cardiovascular e respiratório sem alterações, aparelho digestório apresentava dor à palpação superficial e profunda em FIE, associada à descompressão dolorosa em mesmo local. Exames laboratoriais sem alterações. À admissão, foi iniciado Ceftriaxone, devido à possibilidade de Diverticulite Aguda. Foi realizada tomografia computadorizada (TC) de abdome total que evidenciou densificação da gordura adjacente ao cólon descendente, sugerindo processo inflamatório/infeccioso: apendagite epiplóica, sem evidência de coleção ou abcesso bem organizado. Como achado ocasional, apresentou colelitíase e cisto cortical em rim esquerdo. Após, associou-se Metronidazol ao Ceftriaxone e Tenoxican por 21 dias. Apresentou melhora clínica e redução do processo inflamatório pericólica em FIE. Recebeu alta em seguimento ambulatorial. Conclusões: Sendo a AE uma condição clínica incomum e facilmente confundida com quadros de abdome agudo, é extremamente importante o seu reconhecimento por permitir a redução dos custos e da morbimortalidade de um procedimento cirúrgico desnecessário.

Referências

FREITAS, Gustavo Pignaton de et al. Apendagite epiplóica: aspectos clínicos e radiológicos. Arq. Gastroenterol., São Paulo, v. 45, n. 2, June 2008. Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-28032008000200014&lng=en&nrm=iso>. access on 26 Sept. 2014. http://dx.doi.org/10.1590/S0004-28032008000200014.

MELO, Alessandro Severo Alves de et al. Apendicite epiplóica: aspectos na ultrassonografia e na tomografia computadorizada. Radiol Bras, São Paulo, v. 35, n. 3, jun. 2002. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-39842002000300008&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 26 set. 2014. http://dx.doi.org/10.1590/S0100-39842002000300008.

PIGNATON, Gustavo et al. Apendagite epiplóica: tratamento conservador. Ver bras. colo-proctol., Rio de Janeiro, v. 28, n. 3, Sept. 2008. Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-98802008000300015&lng=en&nrm=iso>. access on 26 Sept. 2014. http://dx.doi.org/10.1590/S0101-98802008000300015.

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Publicado

04-10-2014

Como Citar

Moreira Pimentel, A., Andrade Gomide, T., Teodora de Souza Abrantes, F., de Novaes Tavares, M., Canêdo Almeida, N., Rivoli Rossi, H., Capobiango Martins, J., & Monerat Pinto Blazuti Barreto, N. (2014). Apendagite epiplóica no diagnóstico difrencial de dor abdominal. Congresso Médico Acadêmico UniFOA. Recuperado de https://conferencias.unifoa.edu.br/congresso-medvr/article/view/753

Edição

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