Uso indiscriminado e dependência de Benzodiazepínicos
perfil epidemiológico dos usuários pertencentes a Unidade Básica de Saúde da Família Fabricio Costa Cury
DOI:
https://doi.org/10.47385/cmedunifoa.624.3.2016Palavras-chave:
benzodiazepínicos, atenção primária a saúde;, envelhecimento populacional, uso de medicamentosResumo
A mudança de hábitos de vida da população vem gerando uma crescente procura por medicamentos destinados a aliviar sintomas como estresse e ansiedade. Nesse cenário surgiram os Benzodiazepínicos. Essa procura acentuada, juntamente com prescrições inapropriadas de profissionais despreparados contribuem para o crescente uso indiscriminado desses medicamentos, aumentando a probabilidade de reações adversas, intoxicações e também a dependência a esses fármacos, além de gerar elevados custos com a saúde pública. O presente trabalho tem como objetivo determinar o perfil epidemiológico dos pacientes em tratamento cadastrados na Unidade Básica de Saúde da Família Fabrício Costa Cury. De modo que 1769 prontuários foram analisados, representando um total de 50%. Os resultados demonstram que, 9,94% fazem uso de algum Benzodiazepínico sendo que a faixa etária predominante foi nos maiores de 60 anos representando 43,20% do total; e quando confrontado idade e sexo, o perfil mais demonstrado pertenceu à de mulheres idosas (32,95%). Do total 96,59% dessa população usavam há mais de 6 meses. Nesse sentido é necessário um melhor conhecimento da população sobre a ação destas drogas e de suas consequências, já que para idosos, que representam a maior parte do estudo, os malefícios do uso indiscriminado da droga fica ainda mais acentuado, podendo levar ao maior risco de quedas e fratura de fêmur, risco de eventos coronarianos e doenças cerebrovasculares e até mesmo induzir a um maior risco respiratório, sendo bem estabelecida a relação do aumento de óbitos de pacientes com síndrome de apneia do sono em uso de benzodiazepínicos. Assim é de suma importância que ocorra uma melhor capacitação do profissional médico para que a decisão de tratar uma pessoa com um benzodiazepínico possa ser feita com cautela. É fundamental ser considerado outras abordagens terapêuticas que poderiam ser adotadas com sucesso e ponderar os riscos inerentes à utilização destas substâncias em relação à seus benefícios terapêuticos, principalmente nos pacientes idosos.
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