Síndrome da veia cava superior
DOI:
https://doi.org/10.47385/cmedunifoa.612.3.2016Palavras-chave:
síndrome veia cava superior, câncer de pulmão, relato de caso, cuidados paliativosResumo
A Síndrome da Veia Cava Superior (SVCS) é o conjunto de sinais e sintomas decorrentes da estase venosa no seguimento braquiocefálico devido à obstrução da veia cava superior seja por trombose, compressão extrínseca, invasão direta da veia por processos patológicos adjacentes ou a combinação desses fatores. Antigamente, a sífilis e a tuberculose eram as principais responsáveis pelo desenvolvimento da SVCS. Atualmente, o câncer de pulmão é responsável por 70% dos casos, seguido de doenças malignas do mediastino, fibrose mediastinais não malignas e trombose relacionada a cateteres. Para abordagem do tema, utilizou-se um relato de caso de um paciente internado na enfermaria do Hospital São João Batista em Volta Redonda/RJ, masculino, 56 anos, tabagista de longa data com quadro de dispneia progressiva e edema em membros superiores em função de uma massa mediastinal em ápice pulmonar direito que evoluiu para SVCS. Além desses sintomas, a SVCS cursa com pletora facial, tosse, turgência jugular cervical, dor torácica e sintomas neurológicos em fase tardia. O diagnóstico da SVCS é clínico, entretanto se faz necessária a investigação da causa a partir de exames por imagem como radiografia e tomografia computadorizada de tórax. Para caracterização etiológica da massa mediastinal, utilizou-se a broncoscopia seguida de biópsia com estudo histopatológico do material. A terapêutica empregada levou em consideração a impossibilidade de intervenção cirúrgica, optando-se por radioterapia de inicio precoce, uma vez que a SVCS representa uma emergência oncológica. Tratando-se de doença grave, progressiva e incurável, os cuidados paliativos são indicados com objetivo de melhorar qualidade de vida do paciente e oferecer suporte físico e emocional ao paciente e seus familiares.
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