Oficina de relação médico-paciente
desenvolvendo habilidades de comunicação e empatia
DOI:
https://doi.org/10.47385/cmedunifoa.581.3.2016Palavras-chave:
Habilidades médicas, Medicina e Humanidades, oficinasResumo
Introdução: Comunicação e empatia, aspectos enfatizados nas Diretrizes Curriculares Nacionais e imprescindíveis no perfil do médico crítico e humanista, ao serem abordados somente teoricamente não promovem o desenvolvimento das habilidades necessárias para o efetivo relacionamento entre médico e paciente. Objetivos: Relatar a participação em oficinas para desenvolvimento de habilidades relacionais onde foram utilizados: análise de casos; simulação de situações problema; role play; discussão em grupo; dramatização; brainstorm. Relato de Experiência: Durante o quarto período de um curso de Medicina no estado do Rio de Janeiro, são trabalhados os assuntos relacionados ao relacionamento entre médicos e pacientes, comunicação de má notícia, adesão do paciente ao tratamento, entre outros temas ligados ao eixo de Humanidades Médicas. Visando a preparar os alunos para enfrentar as situações de conflito durante a prática profissional, foram propostas aulas práticas, correlacionadas sempre com os conteúdos teóricos, que possibilitassem a simulação de diferentes situações de acordo com o tema abordado, perfazendo sete oficinas: estereótipos médicos; comunicação não verbal; negociação; comunicação e adesão; relacionamento entre pares; o médico e as mídias sociais e duas enfocando a comunicação de má notícia. Resultados: Notouse o engajamento dos alunos durante as oficinas e a uma valorização do conteúdo de Humanidades, considerado pelos alunos como excessivamente teórico ou pouco relevante para sua prática clínica, quando comparado a outros temas da formação médica. A avaliação das atividades foi extremamente positiva, apresentando alto índice de aprovação, não somente em relação às técnicas aplicadas, como também na fixação dos conteúdos teóricos. Outro ponto ressaltado foi o fato de se sentirem mais seguros para lidar com tais situações. Conclusões: O desenvolvimento de habilidades (saber fazer) leva o aluno a compreensão da utilização de técnicas e atitudes que possibilitem melhor atendimento, reforço da relação médico-paciente e manejo eficaz de situações adversas na sua prática cotidiana.
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