Estenose esofágica por ingesta de soda cáustica
relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.47385/cmedunifoa.562.3.2016Palavras-chave:
estenose esofágica, soda cáustica, esofagiteResumo
A ingestão de substâncias cáusticas é frequente e mais observada em dois grupos etários: na infância, de um a cinco anos (ingestão acidental) e nos adultos entre 20 e 46 anos (tentativas de suicídio). Podem causar, desde leve hiperemia, até necrose e perfuração do esôfago e estômago, lesões estas que podem variar de acordo com a presença de pré-morbidades no tecido atingido, quantidade e concentração da substância ingerida e duração do contato. A TC e radiografia de tórax devem ser realizadas a fim de delimitar a lesão (se acometeu somente o esôfago ou chegou ao estômago), sendo indispensável a realização de uma endoscopia digestiva alta para avaliar o grau da lesão, extensão e gravidade. O manejo inclui antibioticoterapia profilática, manutenção das funções vitais e do equilíbrio hidroeletrolítico, estabilidade hemodinâmica, permeabilidade das vias aéreas, alívio da dor, higiene da cavidade oral, bloqueadores dos receptores H2 de histamina para a proteção da mucosa contra os danos do RGE. O tratamento cirúrgico de primeira opção é a dilatação endoscópica. Objetiva-se com este trabalho apresentar um relato de caso sobre esta patologia que vem se tornado muito frequente com uma incidência estimada de 5 a 26 mil casos por ano. A fonte bibliográfica usada para a discussão inclui artigos da PubMED, SciELO e Google Acadêmico. Trata-se de um paciente de 35 anos que veio encaminhado ao Hospital são João Batista ao dia 13/03/16 com história de ingesta de soda cáustica há sete horas, na tentativa de suicídio. A admissão encontrava-se lúcido, com disfagia e odinofagia. Foi administrado analgésicos e o paciente realizou um TC de tórax sugerindo uma lesão no esôfago inferior. No mesmo dia foi realizado uma EDA que evidenciou uma esofagite cáustica severa, causando estenose do esfíncter esofagiano inferior. Foi solicitado avaliação da psiquiatria e da cirurgia geral. No momento, o paciente segue internado e estável, aguardando a realização do balão dilatador no esôfago.
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