Associação da atividade física na saúde materna
evidências em gestantes do Sul Fluminense
DOI:
https://doi.org/10.47385/cedvr.2794.7.2026Palavras-chave:
Gravidez, Saúde, Bem-Estar MaternoResumo
A atividade física durante a gestação é amplamente reconhecida por seus benefícios à saúde materna e fetal, porém ainda é pouco praticada. Este estudo teve como objetivo comparar condições de saúde entre gestantes fisicamente ativas e inativas, com ênfase nos desfechos cardiovasculares, endócrinos e emocionais. Trata-se de uma pesquisa descritiva, transversal e comparativa, realizada com 100 gestantes atendidas pelo SUS em Barra Mansa (RJ). Os dados apresentados foram coletados por meio de um questionário estruturado, incluindo o IPAQ adaptado, além de informações sobre hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia, diabetes mellitus gestacional (DMG), qualidade do sono e saúde mental. Assim, as variáveis foram descritas e tabuladas de modo a comparar os grupos de gestantes ativas e inativas, identificando possíveis associações entre a prática de atividade física e os desfechos clínicos. Entre as participantes, 29% foram classificadas como fisicamente ativas (≥150 minutos semanais de atividade moderada). A hipertensão gestacional ocorreu em 22% da amostra, mais frequente entre as ativas (34,5%); a pré-eclâmpsia foi observada em 9%, também predominando nesse grupo (17,2%). O DMG apresentou prevalência global de 37,9%, sem diferença significativa entre os grupos. No que se refere à saúde mental e à qualidade do sono, as respostas apresentaram distribuição variada, com escores concentrados tanto nos extremos positivos quanto nos negativos, padrão que reforça a diversidade das experiências subjetivas durante a gestação. Embora não seja possível afirmar que a prática de atividade física esteja associada diretamente aos indicadores avaliados, seu reconhecimento como prática segura e potencialmente benéfica justifica sua promoção ao longo da gestação.
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