Ludicidade universitária
uma proposta de formação integral na era tecnológica
DOI:
https://doi.org/10.47385/tudoeciencia.2654.2025Palavras-chave:
Ensino superior. Ludicidade. Tecnologia educacional.Resumo
A ludicidade, embora historicamente presente na trajetória humana e reconhecida como elemento estruturante da formação, ainda é frequentemente associada apenas ao entretenimento ou à infância, sendo subvalorizada nos espaços acadêmicos, especialmente no ensino superior. Essa visão reducionista desconsidera seu potencial formativo e humanizador, sobretudo diante dos desafios impostos pela era digital. Este artigo de reflexão propõe discutir a ludicidade como um saber formativo essencial à práxis profissional, defendendo sua inserção estruturante no ensino superior como via legítima para a formação integral dos sujeitos. A metodologia adotada consiste em revisão teórico-reflexiva, fundamentada em autores clássicos e contemporâneos como Freire, Piaget, Vygotsky, Winnicott, Luckesi, Almeida, Gimenes, Kishimoto, Levy e Bauman relacionando os fundamentos da ludicidade ao contexto educacional atual. Os resultados apontam que experiências lúdicas contribuem significativamente para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social dos estudantes, fortalecendo competências como empatia, criatividade e pensamento crítico. Conclui-se que, ao ser integrada criticamente aos processos formativos, inclusive com o uso de tecnologias digitais, a ludicidade potencializa a formação de profissionais mais sensíveis e conscientes, sendo, portanto, indispensável à educação superior contemporânea.
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