O olhar de acadêmicos de enfermagem frente a educação sexual na prevenção de gravidez precoce

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47385/tudoeciencia.2632.2025

Palavras-chave:

educação sexual. enfermagem. adolescência. gravidez precoce.

Resumo

A adolescência é marcada por transformações emocionais, psicológicas, fisiológicas, biológicas e sociais. Gerando mudanças e curiosidades, que favorecem a exposição aos comportamentos de risco como o início precoce da vida sexual, que tem como um dos resultados a gravidez na adolescência. O estudo teve como objetivo compreender a percepção de acadêmicos de enfermagem sobre a educação sexual como estratégia de prevenção da gravidez na adolescência, analisando seus conhecimentos, experiências e propostas de atuação enquanto futuros profissionais de saúde. Trata-se de uma pesquisa transversal, exploratório-descritiva, de abordagem quantitativa, em que a coleta de dados ocorreu entre agosto e dezembro de 2024, após aprovação do CEP, por meio de um formulário online, aplicado a estudantes do 1º ao 9º período de uma universidade pública no Estado do Rio de Janeiro. Os dados foram analisados por meio da estatística descritiva. Participaram 83 acadêmicos, sendo a maioria do sexo feminino (83,13%) e matriculados entre o 7º e o 9º período (49,40%). Todos os participantes afirmaram acreditar que a educação sexual contribui para a prevenção da gravidez na adolescência, reconhecendo também a influência de fatores socioeconômicos e biológicos nesse fenômeno. As estratégias mais citadas para a prática da educação sexual foram: Programa Saúde na Escola (95,2%), rodas de conversa (86,7%), consultas de enfermagem (86,7%), palestras (53%), além do uso de jogos lúdicos e mídias digitais. A análise das respostas abertas permitiu identificar variáveis relacionadas ao papel da enfermagem na prevenção da gravidez precoce e ao impacto da educação sexual na formação crítica e informada dos adolescentes. Verificou-se que os acadêmicos de enfermagem compreendem a educação sexual como uma ferramenta fundamental não só na prevenção de gestação precoce, mas também no combate as ISTs. Evidenciou-se que a tríade entre a saúde, o instituto educacional e a família devem se complementar para além dos obstáculos sociais e culturais, ofertando um olhar holístico e livre de julgamentos aos adolescentes.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ALVES, T. V.; BEZERRA, M. M. M. Principais alterações fisiológicas e psicológicas durante o período gestacional. Id on Line Revista Multidisciplinar e Psicologia, v. 14, n. 49, p. 114-126, 2020. ISSN 1981-1179.

CABRAL, C. S. & Brandão, E. R. Gravidez na adolescência, iniciação sexual e gênero: perspectivas em disputa. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 36, n. 8, ago. 2020.

COSTA, L. C.; OLIVEIRA, D. C. Gravidez na adolescência: determinantes sociais e estratégias de enfrentamento. Revista de Políticas Públicas em Saúde, v. 5, n. 1, p. 58–66, 2021.

FIELDR, M. W., Araújo, A., & Souza, M. C. C. A prevenção da gravidez na adolescência na visão de adolescentes. Texto & Contexto – Enfermagem, 24(1), 30–37, 2015.

SILVA, J. S. & Vieira, L. F. "Gravidez na adolescência: o impacto do planejamento familiar na realidade socioeconômica." Revista Brasileira de Saúde Pública, 54(1), 1-10, 2020.

SOARES, T. M. S. S. et al. Educação sexual para adolescentes: aliança entre escola e enfermagem/saúde. Espaço para Saúde, v. 16, n. 3, p. 47-52, 2015.

Downloads

Publicado

15-01-2026

Como Citar

Peixoto da Silva, A. B., da Silva Pereira , R. M., Roseane Guedes, C., Brock Carneiro, J., & Silva Folly, J. R. (2026). O olhar de acadêmicos de enfermagem frente a educação sexual na prevenção de gravidez precoce. Tudo é Ciência: Congresso Brasileiro De Ciências E Saberes Multidisciplinares, (4). https://doi.org/10.47385/tudoeciencia.2632.2025

Edição

Seção

Ciências da Saúde (exceto Medicina)