Classificação automatizada de obras de arte utilizando o modelo clip

uma análise comparativa entre artistas brasileiros e europeus do século XVI ao XIX

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47385/tudoeciencia.2578.2025

Palavras-chave:

CLIP. Classificação de imagens. Arte. Aprendizado de máquina. Visão computacional. Zero-shot learning.

Resumo

Este estudo investiga a aplicabilidade do modelo CLIP (Contrastive Language-Image Pre-training) na classificação automatizada de obras de arte, focando na distinção entre estilos de artistas brasileiros e europeus dos séculos XVI ao XIX. O modelo CLIP foi aplicado na classificação de três obras emblemáticas: Mona Lisa (Leonardo da Vinci), A Primeira Missa no Brasil (Victor Meirelles) e Fala do Trono (Pedro Américo). A metodologia empregou técnicas de zero-shot learning, permitindo classificações sem treinamento específico prévio para o domínio artístico. Os resultados demonstraram alta precisão na identificação de Leonardo da Vinci (99,99% de confiança), moderada precisão para Victor Meirelles (53,57%) e elevada precisão para Pedro Américo (86,54%). Os achados sugerem que o modelo CLIP apresenta eficácia variável dependendo das características estilísticas distintivas de cada artista, com maior precisão para artistas com estilos mais consolidados e reconhecíveis globalmente. Este trabalho contribui para a crescente área de aplicação de inteligência artificial em estudos de arte e patrimônio cultural, oferecendo insights sobre as limitações e potencialidades dos modelos multimodais na análise automatizada de obras artísticas.

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Publicado

15-01-2026

Como Citar

Amadeu Souza, V. (2026). Classificação automatizada de obras de arte utilizando o modelo clip: uma análise comparativa entre artistas brasileiros e europeus do século XVI ao XIX. Tudo é Ciência: Congresso Brasileiro De Ciências E Saberes Multidisciplinares, (4). https://doi.org/10.47385/tudoeciencia.2578.2025

Edição

Seção

Ciências Exatas, Tecnologias e Engenharias