Do Império à República
um estudo vexilológico da composição cromática das bandeiras brasileiras via decomposição RGB
DOI:
https://doi.org/10.47385/tudoeciencia.2571.2025Palavras-chave:
Vexilologia. Análise RGB. Bandeiras históricas. Brasil. Processamento digital de imagens. Colorimetria.Resumo
Este estudo apresenta uma análise quantitativa da evolução cromática das bandeiras brasileiras através da decomposição RGB (Red, Green, Blue) de três períodos históricos distintos: Brasil Império (1822-1889), Primeira Bandeira da República (1889) e a Bandeira Atual da República. Utilizando técnicas de processamento digital de imagens e análise colorimétrica, foram calculadas as proporções percentuais de cada componente cromático nas três bandeiras. Os resultados demonstram uma evolução significativa na composição das cores, com destaque para o aumento progressivo do componente verde (de 21,1% no período imperial para 57,0% na bandeira atual) e variações substanciais nos componentes vermelho e azul. A metodologia empregada baseou-se na conversão de imagens digitais para o espaço de cores RGB, seguida de análise estatística das médias cromáticas. Os achados revelam que a transição política do império para a república foi acompanhada por mudanças cromáticas substanciais que refletem não apenas aspectos estéticos, mas também simbólicos e identitários da nação brasileira. Este trabalho contribui para os estudos de vexilologia digital e oferece uma perspectiva quantitativa sobre a evolução dos símbolos nacionais brasileiros.
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