Desempenho financeiro no setor energético da B3

correlação entre liquidez corrente e ROE em CEMIG, ENGIE, COPEL e ENEL (2021–2024)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47385/tudoeciencia.2382.2025

Palavras-chave:

Liquidez Corrente; ROE; Setor Energético; Análise Financeira; B3.

Resumo

O presente estudo investigou a relação entre Liquidez Corrente (LC) e Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) em quatro empresas do setor energético brasileiro listadas na B3 (ENEL, ENGIE, CEMIG e COPEL), no período de 2021 a 2024, utilizando dados contábeis públicos. A hipótese inicial postulava a existência de uma correlação inversa entre os indicadores, considerando que níveis elevados de liquidez poderiam reduzir a rentabilidade devido aos custos de oportunidade associados à imobilização de recursos de curto prazo. Para tanto, os dados foram organizados manualmente em planilhas eletrônicas e submetidos à análise estatística por meio de correlação linear, permitindo mensurar a intensidade e a direção da relação entre LC e ROE em cada companhia. Os resultados demonstraram que a relação não se aplica de forma uniforme ao setor. A ENEL apresentou forte correlação negativa (-0,94), evidenciando que aumento da liquidez corrente esteve associado à redução do retorno sobre o patrimônio líquido, corroborando a hipótese teórica. A CEMIG exibiu padrão moderado, sugerindo influência parcial da liquidez sobre a rentabilidade, enquanto ENGIE e COPEL não confirmaram a hipótese de correlação inversa, indicando que fatores como estrutura de capital, composição do endividamento e estratégias de gestão de capital de giro podem atenuar ou modificar o impacto da liquidez sobre o ROE. Dessa forma, conclui-se que a relação entre LC e ROE é heterogênea, variando significativamente conforme as políticas de gestão adotadas, o nível de alavancagem e o contexto operacional de cada empresa. O estudo reforça a importância de análises setoriais específicas e evidencia que a avaliação conjunta de liquidez e rentabilidade fornece insights estratégicos valiosos para a tomada de decisão financeira, permitindo aos gestores equilibrarem segurança financeira, eficiência na alocação de recursos e maximização do retorno aos acionistas. Além disso, os achados oferecem subsídios empíricos relevantes para futuras pesquisas sobre indicadores de desempenho financeiro em empresas de alta intensidade de capital.

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Publicado

20-01-2026

Como Citar

Pires Fernandes, V., Evelise Toledo Coutinho, R., & da Costa Alves, R. (2026). Desempenho financeiro no setor energético da B3: correlação entre liquidez corrente e ROE em CEMIG, ENGIE, COPEL e ENEL (2021–2024). Tudo é Ciência: Congresso Brasileiro De Ciências E Saberes Multidisciplinares, (4). https://doi.org/10.47385/tudoeciencia.2382.2025

Edição

Seção

Ciências Humanas e Sociais Aplicadas