Estimulação magnética transcraniana no tratamento da depressão refratária
DOI:
https://doi.org/10.47385/tudoeciencia.2364.2025Palavras-chave:
Estimulação magnética transcraniana. Depressão refratária. Depressão persistente.Resumo
A depressão refratária pode ocorrer em pacientes com transtorno depressivo maior que não respondem bem ao tratamento medicamentoso convencional e a psicoterapia. Para driblar a refratariedade da depressão, existe a possibilidade de se substituir o antidepressivo atual por um de outro grupo, associá-lo a estabilizadores de humor, antipsicóticos atípicos e outros, ou ainda, tentar eletroconvulsoterapia. Outra opção para a depressão resistente é a estimulação magnética transcraniana que regula a estimulação cortical, remodelando as redes corticais, alterando o desempenho cognitivo. O objetivo desse trabalho é realizar uma revisão de literatura atualizada pontuando os benefícios da estimulação magnética transcraniana para tratamento da depressão resistente. O presente estudo utilizou o Pubmed como base de dados. As palavras-chave utilizadas foram “Transcranial magnetic stimulation”, “refractory depression”, “resistant depression”. Foram utilizados os filtros “and”, “or”, “not”. Critérios de inclusão e exclusão foram aplicados. Os títulos e resumos dos trabalhos foram lidos e avaliados quanto a temática para inclusão no presente estudo. Foram encontrados um total de 105 artigos sobre a temática. Para a produção dessa revisão de literatura foram selecionados 8 artigos, após a leitura criteriosa de títulos e resumos. 63% dos 38 pacientes com depressão resistente responderam ao tratamento da estimulação magnética transcraniana, 15% responderam parcialmente e 42% alcançaram remissão. Houve melhora significativa na depressão refratária em pacientes que realizaram a estimulação magnética transcraniana por até 26 semanas, sugerindo que pacientes que não respondem bem as terapias convencionais podem ser candidatas a essa terapia inovadora. Apesar disso, a estimulação magnética transcraniana carece de padronização, gerando uma heterogeneidade nos resultados em diferentes estudos. Isso porque o número de pulsos realizados, o limiar do motor, a frequência e duração da técnica não foram padronizados. Assim, a estimulação magnética transcraniana é um método de tratamento descrito como eficiente por apresentar baixo custo, ser bem tolerado e apresentar poucos efeitos colaterais. No entanto, mais estudos são necessários apresentando ensaios com maior número de pacientes, metodologia adequadas e padronização.
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