Psicodélicos como estratégia terapêutica no Transtorno Depressivo Resistente ao Tratamento
novas abordagens em psiquiatria
DOI:
https://doi.org/10.47385/tudoeciencia.2362.2025Palavras-chave:
Transtorno Depressivo Resistente ao Tratamento. Psicofarmacologia. Psicoterapia.Resumo
O Transtorno Depressivo Maior (TDM) é um transtorno mental incapacitante que afeta de 10 a 20% da população. Entre os pacientes diagnosticados com TDM, uma parcela significativa não apresenta resposta adequada ao tratamento convencional, que usualmente envolve a combinação de dois medicamentos antidepressivos. Esses casos são conhecidos como Transtorno Depressivo Resistente ao Tratamento (TDRT), representam um desafio significativo na prática psiquiátrica moderna. Nesse contexto, emergem novas abordagens terapêuticas que sugerem o uso de fármacos psicodélicos: psilocibina e ketamina/esketamina, como possíveis alternativas promissoras para o manejo do TDRT. O objetivo deste estudo é realizar uma revisão de literatura narrativa descritiva sobre o uso de psicodélicos: psilocibina e ketamina/esketamina, como estratégias terapêuticas no tratamento do TDRT. Esse estudo foi uma revisão de literatura narrativa que utilizou a base de dados PubMed. Foram utilizados os termos: “Depressive Disorder, Treatment-Resistant", "Psychopharmacology", "Psychotherapy", com os operadores booleanos “and”, “or”, “not”. Os artigos selecionados estavam em inglês e foram publicados entre 2020 e 2025, conforme critérios de inclusão e exclusão. Foram encontrados 13 artigos, dos quais 7 foram selecionados após leitura prévia dos títulos e resumos. Os medicamentos psicodélicos ganharam relevância como novas estratégias terapêuticas para tratamento de transtornos. A psilocibina: psicodélico clássico de atuação agonista do receptor 5-HT. Esse fármaco promove uma maior concentração de glutamato, aumento da neurogênese e sinaptogênese, gerando no paciente portador TDRT uma atuação direta nos sintomas depressivos. Ketamina/esketamina são psicodélicos não clássicos da classe antagonistas do receptor N-metil-D-aspartato e estão associados a uma rápida melhora dos sintomas depressivos e redução da ideação suicida. Esse fármaco realiza efeito em até 4 horas. A duração do efeito é curta, sendo sustentado por doses repetidas. No entanto, o uso desses medicamentos ainda não é consenso na literatura. Assim, psilocibina e ketamina/esketamina representam novas possibilidades terapêuticas promissoras para o TDRT, porém são necessários mais estudos para consolidar sua eficácia e a dose segura.
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