Elaboração de fluxograma para detecção precoce de sepse em pacientes hospitalizados

revisão da literatura e análise epidemiológica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47385/tudoeciencia.2350.2025

Palavras-chave:

Sepse. Escores de Disfunção Orgânica. Hospitais.

Resumo

No primeiro semestre de 2025, a septicemia foi responsável por 4.847 óbitos no Rio de Janeiro, com alta mortalidade e custos hospitalares significativos, refletindo a gravidade da sepse como problema de saúde pública (DataSUS, 2025). Diante das dificuldades no reconhecimento precoce e da limitação dos escores clínicos e biomarcadores, este trabalho propôs a criação de um fluxograma sistematizado para padronizar a assistência e otimizar o diagnóstico precoce em ambiente hospitalar. O estudo foi desenvolvido em duas etapas: uma revisão bibliográfica no PubMed (2020–2025) e consulta ao DataSUS, resultando na seleção de 16 artigos relevantes sobre protocolos de detecção precoce de sepse em adultos hospitalizados. A literatura mostrou que não há consenso sobre a melhor ferramenta de triagem para sepse, visto que o qSOFA é mais específico, enquanto SIRS e EWS são mais sensíveis. A utilização de biomarcadores pode melhorar a acurácia, embora dependa do perfil clínico do paciente. Nesse contexto, o fluxograma elaborado neste trabalho buscou padronizar a prática hospitalar, favorecendo o diagnóstico precoce e a redução da mortalidade. 

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Referências

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Publicado

20-01-2026

Como Citar

Siqueira Jardim, J. V., Pettini do Amaral, A. J., Ribeiro Meirelles, L. de M., & de Mendonça Vicentini, K. C. (2026). Elaboração de fluxograma para detecção precoce de sepse em pacientes hospitalizados: revisão da literatura e análise epidemiológica. Tudo é Ciência: Congresso Brasileiro De Ciências E Saberes Multidisciplinares, (4). https://doi.org/10.47385/tudoeciencia.2350.2025