Proposta de prática pedagógica para o ensino crítico de escalas subjetivas de esforço no curso de Educação Física

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47385/cedvr.2190.6.2025

Palavras-chave:

Educação Física, Educação, Pedagogia, Atividade Física

Resumo

A formação inicial docente e seus desafios é uma pauta de extrema importância no curso de educação física, principalmente em um período de grandes mudanças em diversos aspectos sociais e educacionais. Com isso, propõe-se analisar as estratégias pedagógicas utilizadas no curso referente à melhor compreensão das escalas subjetivas de esforço e compartilhar com a comunidade acadêmica uma sequência didática sobre o ensino da Escala de Borg no período de formação inicial dos discentes. Visto isso, o presente estudo foi realizado com estudantes de Educação Física da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, durante uma aula prática sobre o conteúdo ministrada na disciplina Aspectos Psicofisiológicos do Exercício Físico e do Esporte. Os resultados refletiram uma correlação positiva significativa entre a percepção subjetiva de esforço, as respostas fisiológicas do corpo e da Escala CR-10, além de demonstrar que uma estratégia pedagógica que alinhe teoria e prática contribui para uma melhor apropriação dos saberes. O estudo apresenta consonância com a validade das escalas já existentes na literatura, porém confronta o fato de que a teoria sem a prática seria prejudicial para os discentes em formação inicial. Sendo assim, é explícito que sequências didáticas que tenham como princípio o ensino teórico e prático consigam contribuir de uma maneira mais eficaz, além de reafirmar as validades das escalas referente às variáveis subjetivas e fisiológicas.

Biografia do Autor

Raphaela Santoro, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Estudante do curso de Educação Física na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

Eliza Prodel Coelho, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Possui graduação em Licenciatura Plena em Educação Física pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2005). Especialização em fisiologia do exercício e prescrição de atividade física para grupos especiais pela Universidade Estácio de Sá Juiz de Fora (2007). Mestre em biodinâmica do movimento humano pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2012). Doutora em ciências cardiovasculares pelo programa de pós graduação em ciências cardiovasculares da Universidade Federal Fluminense, com período de doutorado sanduíche na School of Sport, Exercise and Rehabilitaion Science na University of Birmingham.Desenvolveu pesquisa com vínculo de pós-doutorado em colaboração com o Laboratório de Ciências do Exercício da Universidade Federal Fluminense. Atualmente, é professora adjunta da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

Marciel Barcelos, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Possui licenciatura em Educação Física pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Mestrado e Doutorado em Educação Física pelo Programa de Pós-Graduação em Educação Física (PPGEF/UFES). É líder do Grupo de Pesquisa em Docência na Educação Física (GPDEF/UFRRJ). Atualmente, é professor adjunto na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

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Publicado

01.09.2025

Edição

Seção

Educação Física e Políticas Públicas